The King of the Fairies

8 12 2013

Alan Stivell/King of the Fairies, Suite Irlandesa. Esta melodia é uma viagem no tempo. Para mim, claro. Lembro-me de ouvir isto na TV, naquele tempo em que a RTP só passava “enlatados”. Ficou na memória. Depois o Carlos Manuel trouxe de Paris um disco dos Tannahill Weavers. Gostámos, mas continuávamos a achar que se calhar não era a mesma coisa. E realmente não era, uns irlandeses e os outros escoceses.
E agora a passear pelo Tumblr… tau. cá está. é mesmo isto. pena o CM não estar para recordarmos juntos.





Balaustrada

1 12 2013

Gosto muito que os alunos coloquem perguntas desafiantes, daquelas que nos obrigam todos a partir à procura de uma resposta. Confesso que gosto particularmente quando sou eu a primeira a encontrar uma resposta num livro. É uma forma de lhes demonstrar que, por muito eficaz que seja pesquisar na Internet, os livros não deixam de ser um recurso muito fiável.

Desta vez a pergunta foi: “continua a chamar-se balaustrada se não tiver balaústre?” A resposta foi encontrada no Dicionário de Termos de Arte e Arquitectura:
Balaustrada





Futuro

13 11 2013

Numa aula de 8.º ano.

Diz um aluno:
– Quem me dera ter uma máquina do tempo para ir ao passado dizer aos portugueses para aproveitarem melhor as riquezas que vinham do Oriente.

Responde-lhe outro:
– Mas tu podes mudar o futuro e dizer aos portugueses para não cometerem os mesmos erros.

Abro o feedly de dou de caras com este cartoon:
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Isto anda tudo ligado.





Soninho

27 10 2013

No início a Micas dormia no almofadão ou no caixotinho da Paloma. Agora que já é crescida quer a sua caminha pessoal. E escolheu um lugar no alto, ou não fosse ela uma gata. Um lugar de onde tudo controla. Perfeito. Sim, é um antigo lavatório, parecido com este da Rua dos Dias que Voam.

M4 M3 M1 M2 M





A memória é o raio

11 06 2013

Gosto muito de castanhas. Assadas de preferência. Não são só as castanhas, bem entendido. São as memórias que as castanhas me permitem reviver. Lisboa. A infância. Aquela simplicidade de que não tínhamos consciência: tudo parecia complicado nesses dias. Intenso. Assustador.

A memória mais antiga e mais forte com castanhas,  tem o Carlos Manuel como protagonista. Claro, que tinha de ser o Carlos Manuel. Só ele é que tinha coragem para transgredir uma e outra e outra vez.

Um dia resolveu ir até à Baixa comprar-nos castanhas. Uma delícia. Mas no dia seguinte… a fotografia dele a comprar castanhas apareceu na primeira página de um jornal diário. Na escola ele foi o herói do dia. No regresso a casa íamos cheios de medo e de esperança que os nossos pais não vissem o jornal. Mas viram.

Ainda recordo o aperto no coração quando vi a mãe chegar a casa com o jornal na mão. Surpresa! Ela estava sorridente!

Eu não disse que eram dias simples?

Tenho muitas saudades do Carlos Manuel.

eduardo gageiro, bairro alto (lisboa: 1969)
eduardo gageiro, bairro alto (lisboa: 1969)





Gatos

28 05 2013

Na aula de ontem à noite o tema foi arte na segunda metade do século XX. Lá estava eu a despertar reações cada vez mais negativas a cada obra que apresentava: “mas isso é arte?”, “mas isso é mesmo arte!?!”

Uma canseira.

Até que um dos adultos me pergunta se eu gosto assim tanto de gatos. Surpreendida não percebo onde é que ele foi buscar a ideia. Género, fui apanhada pois ando mesmo fascinada por gatos, não é? Mas como é que ele sabia?! “A professora só mostra quadros com gatos!”

O inconsciente de uma pessoa é uma coisa tramada.

Jean Dubuffet, Chat Furieux – Angry Cat | lithografia, 1953 | MoMA. 

 





Pintarolas

26 05 2013

Pintarolas

Estava a chamar nomes à Micas: Pintas. Miquinhas. Pintinhas. Miriquinha. Piriquita. Pintadinha.
E ela na sua vida.
Até que eu disse Pintarolas. Aí, lançou-me um olhar fulminante e um “miu” sibilante. A sério que parecia dizer, “tudo menos isso!”

Ou então esta só a mandar-me calar. Também é possível.








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