Fascinante Albrecht Dürer

19 03 2017

Esta manhã,  no MNAA,  fizeram-me ver para o retrato de S. Jerónimo, de A. Dürer. E como vi o que vi, nunca mais verei as obras deste artista de outra maneira. Depois reli uma  crónica que Anabela Mota Ribeiro escreveu sobre este pintor. Mais curiosa fiquei, e o fascínio cresceu.

Autorretrato de 1498, Museu do Prado:
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A Lebre de 1582.

Começou com a barba deste velho senhor, chamemos-lhe s. Jerónimo:
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Meias

8 01 2017

O novo ano começou com uma nova experiência. O resultado é positivo.

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The King of the Fairies

8 12 2013

Alan Stivell/King of the Fairies, Suite Irlandesa. Esta melodia é uma viagem no tempo. Para mim, claro. Lembro-me de ouvir isto na TV, naquele tempo em que a RTP só passava “enlatados”. Ficou na memória. Depois o Carlos Manuel trouxe de Paris um disco dos Tannahill Weavers. Gostámos, mas continuávamos a achar que se calhar não era a mesma coisa. E realmente não era, uns irlandeses e os outros escoceses.
E agora a passear pelo Tumblr… tau. cá está. é mesmo isto. pena o CM não estar para recordarmos juntos.





Balaustrada

1 12 2013

Gosto muito que os alunos coloquem perguntas desafiantes, daquelas que nos obrigam todos a partir à procura de uma resposta. Confesso que gosto particularmente quando sou eu a primeira a encontrar uma resposta num livro. É uma forma de lhes demonstrar que, por muito eficaz que seja pesquisar na Internet, os livros não deixam de ser um recurso muito fiável.

Desta vez a pergunta foi: “continua a chamar-se balaustrada se não tiver balaústre?” A resposta foi encontrada no Dicionário de Termos de Arte e Arquitectura:
Balaustrada





Futuro

13 11 2013

Numa aula de 8.º ano.

Diz um aluno:
– Quem me dera ter uma máquina do tempo para ir ao passado dizer aos portugueses para aproveitarem melhor as riquezas que vinham do Oriente.

Responde-lhe outro:
– Mas tu podes mudar o futuro e dizer aos portugueses para não cometerem os mesmos erros.

Abro o feedly de dou de caras com este cartoon:
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Isto anda tudo ligado.





Soninho

27 10 2013

No início a Micas dormia no almofadão ou no caixotinho da Paloma. Agora que já é crescida quer a sua caminha pessoal. E escolheu um lugar no alto, ou não fosse ela uma gata. Um lugar de onde tudo controla. Perfeito. Sim, é um antigo lavatório, parecido com este da Rua dos Dias que Voam.

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A memória é o raio

11 06 2013

Gosto muito de castanhas. Assadas de preferência. Não são só as castanhas, bem entendido. São as memórias que as castanhas me permitem reviver. Lisboa. A infância. Aquela simplicidade de que não tínhamos consciência. Tudo parecia complicado nesses dias. Intenso. Assustador.

A memória com castanhas mais antiga, e mais forte,  tem o Carlos Manuel como protagonista. Claro, tinha que ser o Carlos Manuel. Só ele é que tinha coragem para transgredir uma e outra e outra vez.

Um dia resolveu ir até à Baixa comprar-nos castanhas. Uma delícia. O pior foi o dia seguinte… a fotografia dele a comprar castanhas apareceu na primeira página de um jornal diário. Na escola ele foi o herói do dia. No regresso a casa íamos cheios de medo e de esperança que os nossos pais não vissem o jornal. Mas viram.

Ainda recordo o aperto no coração quando vi a mãe chegar a casa com o jornal na mão. Surpresa! Ela estava sorridente!

Eu não disse que eram dias simples?

Tenho muitas saudades do Carlos Manuel.

eduardo gageiro, bairro alto (lisboa: 1969)
eduardo gageiro, bairro alto (lisboa: 1969)