Os jogos de estratégia e o ensino da História

17 07 2007

Voltando aos ecos do congresso de Coimbra, hoje vou falar sobre jogos.

Os jogos podem ser usados para a motivação dos alunos ou, em alguns casos, mesmo para transmitir conhecimento. É uma actividade muito diferente e que certamente os atrairá.

Pela minha parte confesso que tudo me passa muito ao lado porque de jogos de computador apenas me deixei absorver (minimamente por sinal) no PacMan… Por isso achei delicioso encontrar o post de uma pessoa com uma atitude interessante face aos jogos, o All your base (não há problema, apesar do título é um blog português).

No Congresso o tema foi introduzido por um grupo de jovens professores G. Marques, L. Reis e T. Santos (recém formados pela FLUP).

Como é natural, foram sugeridas algumas leituras, que partilho, para fazer o enquadramento teórico desta actividade didáctica.

Marc Prensky, Don’t bother me, mom – I’m learning.

Steven Johnson, Tudo o que é mau faz bem.

E vocês, o que acham? Bem sei que a proposta é polémica e levou a acaloradas trocas de ideias. E quem diz História também poderá dizer outras disciplinas, ou não?


Ações

Information

5 responses

17 07 2007
Ludovicus Rex

Como Licenciado em História (Via Científica), penso que há muitos jogos que poderão ajudar muito na educação e transmissão de conhecimento. Mas esta é só a minha opinião, já que não sou da área do ensino.

Gostei da proposta.
Kiss

18 07 2007
Shridhar Jayanthi

Apesar de ser um grande fã de jogos e ter grande parte do meu conhecimento de história a partir do Civilization, eu tenho minhas ressalvas quanto a usar em sala de aula. Um jogo de computador é uma excelente ferramenta de aprendizado, assim como as brincadeiras do parquinho, os esportes e os jogos mas… eu tenho minhas dúvidas sobre se devemos misturar essas fontes alternativas de aprendizado com as formas normais que são estudo. Digo isto porque fazendo isso, corre-se o risco de o aluno dar mais valor ao objetivo local do jogo e não se concentrar no aprendizado. Um aluno tanto pode aprender as complexidades de batalhas jogando Total War como ele pode se bitolar nas regrinhas do jogo e não absorver o que está se tentando ensinar. É verdade que no método normal é possível que o aluno também bitole, mas aí ele vai estar decorando um livro ao menos, o que eu acho que é um mal menor.

18 07 2007
Shridhar Jayanthi

Mas acho que seria uma boa idéia recomendar como atividade extra-classe uma partidinha de Caesar, hehe.

18 07 2007
Luís Alves dos Reis

Viva, o meu nome é Luís Alves dos Reis e sou um dos estagiários da FLUP que apresentou o tema no Congresso da APH em Coimbra.
Como é óbvio, a minha opinião está já quinada (eh eh), no entanto, queria partilhar convosco algumas das ideias fortes do nosso trabalho. Como é fácil de entender o que apresentamos em Coimbra foi apenas uma abordagem leve ao assunto, espero que o nosso trabalho de seminário venha a ser publicado, afim de promover um debate mais alargado.
A nossa proposta é um tanto revolucionária, é certo, mas ainda assim, cremos que pode ser aplicada com proveito real dos alunos. A primeira nota de destaque prende-se com a necessidade do professor ser um agente muito activo nessas aulas. Na verdade, o trabalho do professor começa muito antes.
Assim, a primeira tarefa é escolher jogos que possam ser mais valias e não meros “entertainers”. Em segundo lugar, o professor tem que preparar ao pormenor o que pretende alcançar com o jogo. Deve listar o que está implícito e o que é explícito. Deve ainda pensar e escrever o questionamento que vai fazer ao jogo, desde já alerto que se não houver questionamento a aprendizagem não é significativa.
A avaliação deve ser feita ao longo do desenrolar do jogo, podendo ou não avisar os alunos que o está a fazer, mas no fim deve haver um momento de avaliação, escrito ou oral, em que se resume o propósito do jogo.
O jogo não é uma nova panaceia que vai resolver todos os problemas de indisciplina ou de motivação, mas pode ser mais uma estratégia de grande valor.
De maneira nenhuma, este substitui o papel do professor, “rouba-lhe” um pouco o “palco”, mas até o Super-Homem precisa de uma pausa de vez em quando…

18 07 2007
Lalage

Mais uma vez obrigada, Luís. Estou a ver se consigo mobilizar mais profs para este debate, mas está difícil hehehe Já cheira a férias… Entretanto vi que há mais comentários no blogue do All your base

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