Cabeça no ar

6 08 2007
Uma vez, a janela foi-se pôr à janela e a mãe janela disse-lhe assim:
– Janelinha, vê lá se cais!
A avó janela acordou estremunhada e disse:
– Ai cais, cais…
A janela estava tão janela que nem se mexia, a olhar para a rua, para o jardim, para o mar.
Disse a mãe:
– O jantar está na mesa.
Disse o pai:
– Estão a chamar-te ao telefone.
Mas a janela não ouviu nada.
Disse a avó:
– Pois é. És uma teimosa. Nunca mais deixas de ser a mesma janela, sempre de cabeça no ar.

 Mário Castrim, Histórias com juízo, Plátano Ed., Lisboa, 1977.

Pela minha parte, montes de vezes ao longo da vida me senti muito janela 😉

E tu, não?

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2 responses

8 08 2007
Palpiteira

Estou janela. 🙂

9 08 2007
Gabriela

Eu praticamente sou regida pelo princípio da teimosia, hahahaha!

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