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3 09 2007

A minha amiga Isabel é historiadora da I Guerra Mundial. O seu objecto de estudo não é a Guerra em si, ela interessa-se é pelas as pessoas que sairam das suas terras e foram para um lugar distante matar ou morrer por uma causa que ignoravam.

O problema é que esses homens, sendo analfabetos, não deixaram registo das suas vivências, dos seus medos, das suas perplexidades… Ou deixaram? O que a Isabel me pediu foi que fizesse um post com o seguinte pedido: alguém conhece cartas, diários ou outros registos dos soldados do Corpo Expedicionário Português (CEP)? Oficiais não conta, o que interessa são os praças 🙂

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11 responses

4 09 2007
jose quintela soares

Deve ser muito difícil encontrar.
Não só porque são cartas quase centenárias, mas também porque será bom não esquecer a taxa de analfabetismo em Portugal nessa época.

E os “praças”…

4 09 2007
noche

feira da ladra?

4 09 2007
fontez

conheço é cartas entre meus pais, quando meu pai andava na guerra,,,
🙂

4 09 2007
Lalage

Nós sabemos que é difícil mas… pode ser que não seja impossível.
Fontez, se tivesses dos teus avós é que era 🙂

4 09 2007
tranita

Feira da ladra? Não me parece…

5 09 2007
Ludovicus Rex

VEREMOS O QU EPODEMOS FAZER…
KISS

5 09 2007
redonda

O meu avô foi lutar nessa guerra, em França. Pelo que o meu pai contou, teria na altura 19 anos e andava de bicicleta a levar ordens para a frente. Vou tentar descobrir junto do meu pai se deixou alguma coisa escrita, mas apesar de ele saber ler e escrever, penso que não.

5 09 2007
Lalage

Pois, Feira da Ladra não me parece.
Fixe, Ludovicus e Redonda 🙂

10 09 2007
libertismo

(In)felizmente, descendo de uma linhagem de cobardes que desertavam ainda antes de irem à inspecção militar. O único que foi à guerra foi dado como morto porque fugiu, regressando a casa depois de ter sido velado.
Gostava de poder contar alguma coisa sobre o meu avô que andou na Legião Francesa, ou sobre o meu familiar afastado que com uma vassoura abateu 4 caças alemães, mas estaria a mentir…

Contudo, e agora mais a sério, há coisa de 5 anos, uma vizinha da minha avó, depois do marido ter falecido, preparava-se para deitar fora uma data de livros e pastas com papelada. A minha avó, que é uma querida, pediu para guardar tudo aquilo, pois tinha um neto (eu) que se interessava por aquelas coisas. Sabem como são as avós né? Sempre a bajularem os netos…
Todo esse material está relacionado com a actividade do Partido Comunista Português, sendo que, para além de programas do partido e uma série de documentos aleatórios, constam actas de reuniões muito anteriores a 74, e por isso clandestinas.
O que acontece é que, não sei o que fazer com isto, mas pressinto que tenho algo interessante entre mãos. Será que a tua amiga Isabel, como historiadora, não me poderia dar umas dicas? É que nem sei onde me dirigir… E boa sorte na demanda!

10 09 2007
Mário Lopes

Ups, isso assinou como “libertismo” mas sou eu, o Mário…

13 09 2007
Lalage

Obrigada, Mário. A minha amiga já está informada. Depois te direi qualquer coisa.

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