Balaustrada

1 12 2013

Gosto muito que os alunos coloquem perguntas desafiantes, daquelas que nos obrigam todos a partir à procura de uma resposta. Confesso que gosto particularmente quando sou eu a primeira a encontrar uma resposta num livro. É uma forma de lhes demonstrar que, por muito eficaz que seja pesquisar na Internet, os livros não deixam de ser um recurso muito fiável.

Desta vez a pergunta foi: “continua a chamar-se balaustrada se não tiver balaústre?” A resposta foi encontrada no Dicionário de Termos de Arte e Arquitectura:
Balaustrada





A aventura do antibiótico

5 03 2012

O programa de História da Cultura e das Artes é muito eclético.
Hoje deixámos de lado o cinema e a cultura de massas, a crise de 1929 e a Grande Depressão. Mergulhámos no mundo das bactérias e da descoberta da penicilina por Fleming. Assim, foi uma aula muito optimista e cheia de esperança nas capacidades humanas.
O fio condutor da aula foi este documentário da France 5 e que passou na RTP2. Eu recomendo a todos os que visitam este cantinho, professores ou não, pois tem informação credível apresentada com ritmo e de forma cativante.





Novo acordo ortográfico

4 01 2012

Hoje assisti a uma palestra sobre o NAO. Que sensaboria. O NAO, porque a palestra foi interessante. Estava a ouvir as colegas e pensar no contratempo de algumas das novas grafias para as minhas aulas. Já não posso dizer aos alunos para tirarem o sentido dos conceitos observando a maneira como a palavra está escrita.

E depois, quando se pensa em alguns argumentos favoráveis ao NAO, como o Carolina Michaëlis, de que é mais fácil ensinar os alunos e os professores têm de assinalar menos erros… Vou ali e já venho!

Compreendo muito melhor o argumento estético de Teixeira de Pascoaes:

«Na palavra lagryma, […] a forma do y é lacrymal; estabelece  […] a harmonia entre a sua expressão gráfica ou plástica e a sua expressão psicológica; substituir-lhe o y pelo i é ofender as regras da Estética.
Na palavra abysmo, é a forma do y que lhe dá profundidade, escuridão, mistério… Escrevê-la com i latino é fechar a boca do abismo, é transformá-lo numa superfície banal».
Teixeira de Pascoaes, «A fisionomia das palavras», in A Águia, ano 1, I.ª série, n.º 5 (1 Fevereiro 1911), pp. 7-8.

Mas mau, mesmo mau, é resolver palavras cruzadas que adoptem o NAO. Já experimentaram?

Há pior? Sim! Tropeçar nas palavras quando estou a ler um livro e ficar parada a tentar perceber o que está escrito. Lá vão 2/3 do prazer da leitura.

Daqui a um ano veremos como vai a minha adaptação. Por enquanto a minha regra tem sido, eu escrevo; os alunos corrigem-me; o corrector ortográfico corrige-me.

Por falar nisso, sabiam que, se usarem o MOffice 2007 ou posterior, não precisam de instalar o Lince? Basta fazer uma rápida actualização aqui. Provavelmente já toda a gente sabia. Não importa, pode ser informação útil a alguém distraído como eu.





MAS | Museum Aan de Stroom

28 05 2011

Por enquanto uma viagem a Antuérpia é uma hipótese mais do que remota. Mas, hélas!, descobre-se que existe a possibilidade de visitar o MAS acompanhando um guia visita em directo. Facílimo!

Escolhe-se um guia e hop, on y va.

Há que aproveitar enquanto dura, pois as visitas on-line acabam já no dia 7 de Junho de 2011.
O horário das visitas: de terça a sexta, 10:00 às 17:00; sábado e domingo das 10:00 às 18:00.
Em exposição: Obras-primas da pintura flamenga num cenário arquitectónico deslumbrante e que parece ser impressionante. Mais um para juntar à lista dos must visit.


Le MAS © Filip Dujardin





A Vida dos Sons

4 04 2011

Nos últimos tempos tenho ouvido pouco rádio. Mas no sábado de manhã voltei à Antena 1 para ser apanhada pela surpresa boa deste programa: A Vida dos Sons. Um tesouro para qualquer pessoa, um manancial de materiais para as aulas de uma professora de História. Viva Ana Aranha, Iolanda Ferreira e restante equipa 🙂

Estes são os links directos para os podcast dos programas anteriores:
Programa 1

Programa 2

Programa 3 Programa cujo destaque vai para alguns dos mais antigos registos sonoros existentes no Arquivo da nossa Rádio Pública.

Programa 4

Programa 5 1914, o ano em que começou a Primeira Grande Guerra.

Programa 6 Durante a Primeira Grande Guerra

Programa 7 Uma viagem aos últimos anos da Primeira Grande Guerra com as vozes de Aquilino Ribeiro, Lenine, Américo Tomás e de um português sobrevivente da Batalha de La Lys.

Programa cujo destaque vai para alguns dos mais antigos registos sonoros existentes no Arquivo da nossa Rádio Pública.




Fascínio

31 03 2011

Um destes dias projectei esta foto da Sainte-Chapelle para estudarmos o vitral gótico. Por qualquer razão uma funcionária interrompeu a aula e ficou à porta especada. Tratou do assunto que a levara à sala, sempre a olhar para a tela.
Ficou evidente, para mim e para os alunos, o fascínio que os vitrais tinham provocado nela. E isso conduziu a aula noutra direcção, abandonámos a análise formal e simbólica para nos focarmos no novo ambiente que o vitral cria na igreja gótica.
A seguir à aula, a senhora veio ter comigo. “Há coisas muito bonitas neste mundo, não há?”, disse-me ela.
Juro que senti lágrimas nos olhos. Não foi lamechice minha, foi mesmo o pesar por não lhe poder proporcionar uma visita à Saite-Chapelle.

Para tornar este post útil, “linquei” a foto ao site oficial da Sainte-Chapelle. Aí encontra-se uma grande variedade de informação interessante para diversos tipos de pessoas. No caso dos professores (e dos turistas mais curiosos) acho que é particularmente útil o dossier enseignant “Ile de la Cité”.

Já que estou numa de sugerir materiais pedagógicos dos Monumentos Nacionais de França, outros dossier enseignant interessantes: Panteão, Castelo de Vincennes, Carcassonne.





orgulho e preconceito

22 03 2011

Na turma de 11.º ano estamos a entrar no estudo do século XIX.
Adoro. Adoro.
Preciso de materiais interessantes para tratar este período histórico. Filmes. Música. Artes plásticas. Tudo o que aparecer. A busca começou e está longe de terminar.
Desde logo, posso usar o óbvio Orgulho e preconceito. Muito rico para abordar a sociedade, a moda, os costumes, e, sobretudo, as mentalidades. Mas é um filme longo…