The King of the Fairies

8 12 2013

Alan Stivell/King of the Fairies, Suite Irlandesa. Esta melodia é uma viagem no tempo. Para mim, claro. Lembro-me de ouvir isto na TV, naquele tempo em que a RTP só passava “enlatados”. Ficou na memória. Depois o Carlos Manuel trouxe de Paris um disco dos Tannahill Weavers. Gostámos, mas continuávamos a achar que se calhar não era a mesma coisa. E realmente não era, uns irlandeses e os outros escoceses.
E agora a passear pelo Tumblr… tau. cá está. é mesmo isto. pena o CM não estar para recordarmos juntos.





Pina | Banksy | Purcell | Degas

26 05 2012

Revisitar o passado pode ser tão mais criativo e inovador do que olhar o futuro com o presente como referência. Mas só se revisitarmos o passado de forma activa significar não apenas copiar ou ficar parado a olhar. Bons exemplos?

No século XX Pina Bausch visita a música de Purcell no cenário da sua infância e cria Café Müller.

No século XXI Banksy visita a arte intimista de Degas e cria uma bailarina nas costas de um quadro.
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mais abril

25 04 2012

Ainda que tenha o pé ao alto, colorido,  dilatado e ainda dorido, eu não desespero. Mesmo que quisesse não o conseguiria tendo por perto o anti-stress em forma de gata que é a Micas.

Não me recordo da fonte da imagem por isso, se a clicarem apenas poderão ouvir Carta à República cantada por Milton Nascimento.





RACHMANINOV

5 01 2012

Acabei de ouvir a sugestão que R. Vieira Nery fez no seu FB e não me arrependi de seguir o link:

Vladimir Horowitz e Mstislav Rostropovitch no concerto comemorativo dos 75 anos do Carnegie Hall, em 1976, tocam a Sonata para Violoncelo, Op. 19, 3.º movimento – Andante.





Camille Saint-Saëns

2 01 2012

Esta música é tão divertida. Camille Saint-Saens, Le carnaval des animaux.

1. No. 1. Introduction & Royal March of the Lion (strings and two pianos). The introduction begins with the pianos playing a bold tremolo, under which the strings enter with a stately theme (this section reminds one of the agitation one experiences when something stupendous is about to happen, in this situation, the appearance of a circus parade, perhaps). The pianos play a pair of scales going in opposite directions to conclude the first part of the movement. The pianos then introduce a march theme that they carry through most of the rest of the introduction. The strings provide the melody, with the pianos occasionally taking low runs of octaves or high ostinatos suggesting the roars of the lions. The movement ends with a fortissimo note from all the instruments used in this movement.

2. No. 2. Hens & Roosters (strings without double-bass, two pianos and clarinet). This movement is centered around a pecking theme played in the pianos and strings, quite reminiscent of chickens pecking at grain. The clarinet plays small solos above the rest of the players at intervals. In the middle of the section, you can almost see a rooster marching along the rows of hens who nervously run around him.

3. No. 3. Wild Asses (two pianos). The animals depicted here are quite obviously running, an image induced by the constant, feverishly fast up-and-down motion of both pianos playing scales in octaves.

4. No. 4. Tortoises (strings and piano). A slightly satirical movement which opens with a piano playing a pulsing triplet figure in the higher register. The strings then play a maddeningly slow (so slow, in fact, that it begins to sound like a dramatic lament) rendition of the famous “Can-Can” from Offenbach’s “Orpheus”.

5. No. 5. The Elephant (double-bass and piano). This section is marked Allegro Pomposo, the perfect caricature for an elephant. The piano plays a waltz-like triplet figure while the bass hums the melody beneath it. Like the previous movement, this is also a musical joke: the thematic material is taken from Felix Mendelssohn’s “Incidental Music to A Midsummer Night’s Dream” and Hector Berlioz’s “Dance of the Silphs”. The two themes were both originally written for high, lighter-toned instruments (flute and various other woodwinds, and violin, accordingly); the joke is that Saint-Saens moves this to the lowest and heaviest-sounding instrument in the orchestra, the double bass.

6. No. 6. The Kangaroos (two pianos). The main figure here is a pattern of “hopping” fifths preceded by grace notes.

7. No. 7. The Aquarium (strings without double-bass, two pianos, flute and glass harmonica). The melody is played by the flute, backed by the strings, on top of tumultuous, glissando like runs in the piano. The first piano plays a descending ten-on-one ostinato, while the second plays a six-on-one. These figures, plus the occasional glissando from the harmonica are evocative of a peaceful, dimly-lit aquarium.





Êl cantá*

18 12 2011

*Ela cantou, crioulo de São Vicente.

Ela encantou-me tantas vezes quantas as que a ouvi. E vai continuar a encantar-me sempre que a ouvir. Porque ela cantou e cantará cá em casa sempre que eu precisar de ouvir uma voz quente que anima mesmo que as melodias sejam melancólicas.

E gosto particularmente desta colaboração com Salif Keita:

Un tem fé, si un tem fê
No também viver sem medo e confians
Num era mais bisonho
Olhar de nos criança ta a tornar brilhar de inocença
E na mente esvitayada
Temporal talvez ta mainar
Na brandura y calmaria
Nosso amor ta vins cansando
De ser luta e resitencia
Pa sobreviver nas tormenta
Na brandura y calmaria
Nosso amor ta vins cansando
De ser luta e resitencia
Pa sobreviver nas tormenta.





se uma gaivota

27 11 2011

E o fado é considerado património imaterial da humanidade. Um rótulo? Mas um rótulo merecido.

Não é por acaso que escolho Gaivota para ilustrar este texto. A primeira vez que tomei consciência real de quão difícil é estar longe de casa, foi na ilha Graciosa, a ouvir  alguém cantar este fado ao piano. Preciosas memórias minhas.