A memória é o raio

11 06 2013

Gosto muito de castanhas. Assadas de preferência. Não são só as castanhas, bem entendido. São as memórias que as castanhas me permitem reviver. Lisboa. A infância. Aquela simplicidade de que não tínhamos consciência. Tudo parecia complicado nesses dias. Intenso. Assustador.

A memória com castanhas mais antiga, e mais forte,  tem o Carlos Manuel como protagonista. Claro, tinha que ser o Carlos Manuel. Só ele é que tinha coragem para transgredir uma e outra e outra vez.

Um dia resolveu ir até à Baixa comprar-nos castanhas. Uma delícia. O pior foi o dia seguinte… a fotografia dele a comprar castanhas apareceu na primeira página de um jornal diário. Na escola ele foi o herói do dia. No regresso a casa íamos cheios de medo e de esperança que os nossos pais não vissem o jornal. Mas viram.

Ainda recordo o aperto no coração quando vi a mãe chegar a casa com o jornal na mão. Surpresa! Ela estava sorridente!

Eu não disse que eram dias simples?

Tenho muitas saudades do Carlos Manuel.

eduardo gageiro, bairro alto (lisboa: 1969)
eduardo gageiro, bairro alto (lisboa: 1969)

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tristonha

11 07 2012

Não sei explicar porquê, mas quando vi esta foto de Saul Leiter, no Le Clown Lyrique, senti uma identificação com esta sensação de tristeza difusa que sinto nestes dias de incerteza. Como se vivesse dias do inverno mais rigoroso em pleno verão. E uma cortina negra que esconde quase tudo e que eu não sei se quero levantar porque o que entrevejo é agreste.


Saul Leiter
Canopy
ca. 1957
© Saul Leiter
Courtesy: Saul Leiter, Howard Greenberg Gallery, New York





foto

20 11 2011

Vi no tumblr iZnoGoodGood:

Ralph Steiner, Two Men Standing at the Water’s Edge, 1921





Alécio de Andrade

28 06 2011

No mês passado comprei um postal para mim. Não para o enviar para outra pessoa. Não como recurso para as aulas. Comprei-o para mim.

Na semana passada, por acaso, descobri a galeria de fotos de Alécio de Andrade. Parece que é um fotógrafo famoso. É impressionante como são tantas as pessoas famosas que não conhecemos.

Chegando ao ponto.
No meio da galeria encontrei a foto que me levou a comprar o postal. Nem parece meu: gostei de uma foto e não fui procurar o autor.

Esta é a foto. Faz parte de uma série intitulada The Louvre and its visitors.





Brennisteinsalda

26 05 2011

Na Islândia os vulcões têm nomes difíceis e são lindos!

Foto daqui, onde há muitas outras para consolar os olhos.





Com um raio de Sol

26 04 2011

Estou de regresso à rotina.
Ou à pressão do muito para fazer em pouco tempo.
Ou à escola.
Ou à Lezíria.
Para mim serão sinónimos nos próximos 44 dias, mais coisa menos coisa.


Herbert Dambrowski, Light over Altona, 1955. Vi aqui.






Saudade a sério

10 04 2011

– Zé, que imagens escolhias para ilustrar a palavra «saudade»?
– Há uma, especial… Não tenho coragem para te mostrar…
– … … …
– … … …

[…]

– Vá lá, Zé! Não te faças parva! Escolhe uma imagem que seja saudade a sério.

Filipe Franco, Montanha do Pico.